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Mercado Imobiliário Deve Ficar Atento para Indicadores no Exterior

A semana está carregada de indicadores de atividade das principais economias desenvolvidas que devem ajudar a guiar os próximos passos da política monetária e, consequentemente, mexer com os mercados financeiros.

Nos Estados Unidos, o principal dado dos próximos dias é a inflação medida pelo PCE (Personal Consumption Expanditures) referente a maio, divulgada na quinta-feira. O deflator dos gastos com consumo pessoal é a métrica preferida do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) para a inflação e a expectativa é que o núcleo do índice tenha acelerado para 1,6% no acumulado em 12 meses até maio, ante 1,4% em abril.

A inflação medida pelo PCE está abaixo da meta de 2% do banco central americano há dois anos, o que tem preocupado o mercado. Uma desaceleração adicional poderia, em tese, adiar um aperto de política monetária. O Fed já demonstrou preocupação com esse risco, mas diz que as expectativas de longo prazo estão bem ancoradas. Na reunião da semana passada, o comitê do banco central americano divulgou suas projeções trimestrais, que mostram o PCE entre 1,5% e 1,7% este ano, 1,5% e 2% em 2015 e entre 1,6% e 2% em 2016.

Outro número que pode mexer com os mercados internacionais é a terceira e última revisão do PIB do primeiro trimestre dos EUA, especialmente impactado pelo inverno mais rigoroso que o normal. A última estimativa aponta uma retração de 1% da atividade na comparação anual, mas a projeção do mercado é que a próxima revisão mostre um recuo ainda maior, de 1,7%. Serão conhecidos também outros dados importantes do setor imobiliário americano.

Já os mercados asiáticos devem ficar de olho nos vários indicadores de atividade do Japão referentes a maio: produção industrial, taxa de desemprego, vendas no varejo, gastos das famílias e inflação. O índice de preços, que sai na quinta-feira, recebe muita atenção pela longa luta do governo japonês contra a deflação e deve mostrar alta de 3,7% no acumulado dos últimos 12 meses, impulsionado pela elevação do imposto sobre o consumo no início de abril.

Na Europa, investidores terão mais sinais de como anda a indústria, com os índices de gerentes de compras (PMIs) de Alemanha e zona do euro referentes a junho, que saem segunda-feira.

Há ainda, quatro decisões de política monetária na semana. Os bancos centrais de Hungria, Israel e Turquia se reúnem na terça-feira e o da República Tcheca se encontra na quinta-feira. Em maio, o BC da Turquia, pressionado pelo governo, cortou a taxa de juros de 10% para 9,5%.

Fonte: Valor Econômico, Brasil, 23/06/14

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